A transformação da fécula em goma de tapioca envolve alguns processos simples, mas importante. Usualmente preparada em forma granulada, é o ingrediente principal de várias iguarias típicas do Brasil, feita pelos indígenas brasileiros desde antes da chegada dos colonizadores ao país.
O biscoito de polvilho é uma iguaria tradicional brasileira, feita a partir de fécula de mandioca, também conhecida como polvilho. Sua textura única vem da fermentação natural do amido, sendo apreciado tanto em versões doces quanto salgadas.
A fécula de mandioca é transformada em cola para diversas aplicações, ao ser misturada com água e aquecida, formando um gel viscoso que é seguro, não tóxico e eficiente como adesivo para papel, materiais leves, embalagens e outros.
O pão de queijo é um a partir da fécula de mandioca, de onde vem o polvilho azedo, que misturado com ovos e queijo se transforma nesse pão com textura macia por dentro e crocante por fora, sendo perfeito para acompanhar um café.
Na década de 1880, meu bisavô Sebastião Henriques deixou a família na Baixada Campista e veio para o sertão de São João da Barra, instalando-se no distrito de Maniva, hoje Praça de João Pessoa, distrito do município de São Francisco de Itabapoana.
Ele constituiu família e teve vários filhos, entre eles meu avô Demerval Henriques, conhecido como Ozinho Henriques.
Vô Ozinho teve 7 filhos, entre eles meu pai, Sebastião Henriques. Em 1935, Vô Ozinho uniu 30 produtores e fundou a primeira Associação dos Produtores de Mandioca do estado do Rio de Janeiro. Em 1939, ele faleceu, deixando uma “Farinheira” para os 7 filhos, que depois foi adquirida pelo meu pai, Sebastião.
Agora, aos 57 anos, desfrutando do que aprendi com meu pai e para honrar a história dos meus familiares, fundei a indústria de alimentos Dona Chica, com o que há de mais moderno, para produzir com muito zelo os mesmos produtos que aprendi com meu pai: a goma de tapioca, fécula, polvilho doce e azedo, tapioca/biju, produtos que sempre estiveram presentes em minha vida.